A disputa entre PlayStation e Xbox costuma render comparações de vendas, exclusivos, serviços e quantidade de lançamentos. Mas, olhando apenas para a recepção da crítica especializada nos últimos 12 meses, o cenário é curioso: Sony e Microsoft estão praticamente empatadas.

Considerando os jogos first-party lançados entre outubro de 2025 e outubro de 2026 que possuem média no Metacritic, a Sony aparece com 77,7 pontos, enquanto o Xbox registra 77,4.

Uma diferença de apenas 0,3 ponto.

No sistema visual do Metacritic, ambas continuam confortavelmente na faixa verde, reservada para jogos com média a partir de 75. Mas basta olhar individualmente para os lançamentos para perceber que nem tudo foi tão verde assim.

Xbox lançou mais — e errou mais vezes

Do lado da Microsoft, o volume foi maior. Foram nove jogos com média registrada, incluindo produções de tamanhos e propostas bastante diferentes.

O principal destaque foi Forza Horizon 6, com 90 pontos, único jogo das duas empresas a alcançar a faixa dos 90 no período analisado.

Também tiveram boas avaliações Gears of War: E-Day, com 86, The Outer Worlds 2, com 82, além de Keeper e Halo: Campaign Evolved, ambos com 80.

Mas o Xbox também acumulou mais resultados abaixo dos 75 pontos.

Call of Duty: Black Ops 7 ficou com 65, Kiln registrou 66 e Towerborne terminou com 73. Ao todo, três dos nove lançamentos analisados ficaram na faixa amarela do Metacritic, mostrando dificuldade para conquistar a crítica.

Sony tem menos jogos, mas também encontrou seus tropeços

A Sony teve seis títulos considerados no período. O melhor resultado veio de SAROS, da Housemarque, com média 87, seguido por Ghost of Yōtei, com 86, e Marathon, com 81.

Na outra ponta está God of War: Sons of Sparta, com apenas 64 pontos, de longe a pior avaliação entre os lançamentos first-party da empresa no período. MLB The Show 26, com 73, também terminou na faixa amarela, enquanto Marvel’s Wolverine, com 75, escapou por pouco.

O resultado mostra uma Sony capaz de entregar jogos muito bem recebidos, mas sem a regularidade que normalmente se associa às suas principais produções single-player.

É especialmente curioso ver Wolverine, uma das maiores apostas da Insomniac Games, terminar exatamente na linha que separa o verde do amarelo.

O desafio não parece ser lançar bons jogos — mas fazer isso sempre

Os números reforçam um problema que atinge praticamente todas as grandes publishers atuais: manter consistência em um calendário cheio está cada vez mais difícil.

Quanto maior o número de projetos, estúdios, gêneros e modelos de produção envolvidos, maior também a possibilidade de resultados muito diferentes.

Xbox é provavelmente o melhor exemplo disso. Em apenas 12 meses, a mesma estrutura first-party produziu um jogo de corrida com 90 pontos, um shooter com 86 e, simultaneamente, títulos na casa dos 60.

A Sony não escapou do problema. Mesmo com um catálogo mais enxuto, conseguiu colocar dois de seus seis jogos abaixo da linha verde.

O melhor jogo da Sony no período, SAROS, marcou 87. O melhor do Xbox, Forza Horizon 6, chegou aos 90.

Por outro lado, o pior resultado da Sony foi 64, enquanto o Xbox chegou a 65 com Black Ops 7. Nesse aspecto, as duas empresas também ficaram assustadoramente próximas.

No fim das contas, Sony e Xbox continuam no verde por muito pouco. Ainda não amarelaram. Mas dá para dizer que as duas já estão chegando perigosamente perto da paleta de cores seguinte.

E você, o que achou dos lançamentos das duas publishers nos últimos 12 anos?