O Pixelario nasceu de uma ideia de muitos anos atrás. Como frequentador de vários sites internacionais, eu sentia falta, no Brasil, de um espaço com boa qualidade editorial e cobertura realmente ampla de jogos. Muitos sites nacionais pareciam se limitar às mesmas pautas ou a traduções quase literais, enquanto uma enorme quantidade de jogos simplesmente passava despercebida.

Isso mudou quando encontrei a GameVicio, em algum momento entre 2007 e 2009. O ritmo frenético de notícias e, principalmente, a comunidade extremamente engajada fizeram minha vontade de criar algo parecido ficar adormecida por bastante tempo.

Frequentei a GV diariamente durante anos, embora comentasse pouco. Quando o site permitia publicações dos usuários, cheguei a publicar algumas matérias, principalmente sobre JRPGs que normalmente escapavam da cobertura editorial. Na época usei nicks como bsmetal, macishiryu e soldier, entre outros. Ou variantes disso. Não lembro ao certo. Depois de perder o acesso ao meu velho e-mail @bol, criei outro perfil e passei a usar o nome de usuário Kato.

E, antes que alguém pergunte: nunca fui moderador, redator ou administrador da GameVicio. Para decepção de alguns, coca e Vinicius continuam desaparecidos.

Em aproximadamente dez anos, foram cerca de 4,6 mil comentários, média de 1,2 por dia. Nem perto dos maiores comentaristas do site, e raramente participava das grandes flame wars, mas acompanhava praticamente tudo de perto. Depois de tantos anos, conheço muito bem os perfis, gostos e peculiaridades de boa parte daquela comunidade.

Como nasceu o Pixelario

A ideia de criar meu próprio site voltou no início deste ano. O excesso de publicidade, poluição de AdSense, e uma cobertura cada vez mais concentrada em assuntos polêmicos começaram a me afastar da GV.

Passei então a planejar um espaço simples, limpo, abrangente e com cuidado editorial. Não havia pressa. Eu sabia que seria um trabalho de formiguinha, provavelmente de anos.

Então a nossa querida GV mudou — e vocês sabem do que estou falando.

Percebi que talvez fosse a hora de criar um novo ponto de encontro antes que aquela comunidade simplesmente se espalhasse pela internet. Em menos de uma semana, eu e o web designer colocamos o Pixelario no ar de maneira provisória, mas estável e funcional.

Ainda estamos no começo. Com o tempo, o site será reconstruído sobre sistemas mais robustos e receberá muitos novos recursos.

Por que “Pixelario”?

O nome nasceu da ideia de um lugar dedicado aos pixels, a estrutura fundamental dos videogames.

O sufixo “-ário”, derivado do latim -arius, pode indicar lugar, recipiente, coleção ou conjunto. Para mim, Pixelario significa principalmente “um lugar dedicado aos pixels”.

Pode ser o universo dos pixels, o lugar onde eles vivem ou, simplesmente, um grande acervo de jogos, histórias, notícias e cultura dos videogames.

Quem está por trás do site?

Como provavelmente já deu para perceber: trabalho sozinho.

Sim, por enquanto o Pixelario é um pequeno exército de um homem só.

Meu nome é Marciel, sou formado em Matemática, com pós-graduações nas áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística. Jogo videogame desde a infância: comecei no Atari do vizinho, passei por SNES e Mega Drive nas locadoras e cheguei aos consoles e computadores que tenho hoje.

Jogo praticamente em todas as plataformas. Minha fidelidade costuma depender de uma ciência bastante sofisticada chamada “onde é mais conveniente jogar agora”.

Meu tempo dedicado ao site é dividido entre pesquisa, redação de notícias e artigos, moderação e o estudo necessário para continuar construindo e melhorando o próprio site. Com bastante esforço, consigo publicar dez ou mais matérias por dia mantendo o padrão de qualidade que considero adequado.

Por isso também nunca houve grande necessidade de destacar o autor das notícias. Até agora, a resposta era sempre a mesma.

Se o Pixelario crescer, naturalmente precisaremos de redatores e moderadores, e qualquer oportunidade será divulgada de forma aberta para a comunidade.

Custos, crescimento e monetização

Quero manter transparência sobre isso durante toda a existência do site.

Até agora, o Pixelario foi financiado por mim. Existem despesas com desenvolvimento, hospedagem, domínio, plugins de WordPress, serviços e outras ferramentas. Eu já contava com esse investimento e estou feliz em fazê-lo, mesmo sem qualquer monetização do site.

Minha esposa acredita que tudo saiu de graça. Peço a colaboração de vocês para manter essa versão dos fatos.

Se o número de acessos crescer, também crescerão os custos. Servidores melhores, segurança, suporte e serviços premium podem se tornar necessários — apenas o plano adequado do Disqus, por exemplo, pode chegar a US$ 140 mensais.

Ainda não defini como funcionaria uma eventual monetização. Talvez algum AdSense discreto, talvez outra solução. Isso só será necessário se o crescimento exigir.

Se não exigir, seguimos como estamos e eu continuo bancando os custos básicos.

Sobre a moderação

Hoje o Pixelario não tem patrocinadores, anunciantes ou qualquer outra parte externa dizendo o que pode ou não ser publicado.

Minha proposta é manter os comentários o mais livres possível.

Não pretendo banir alguém simplesmente porque discordo de sua opinião, nem usar minhas próprias convicções para decidir quais ideias podem aparecer aqui.

Discordâncias, críticas, provocações e debates acalorados fazem parte de qualquer comunidade. Moderação não deve ser controle de opinião.

Isso não significa ausência completa de limites. Spam, ameaças, perseguição e exposição de dados pessoais, por exemplo, poderão sofrer moderação. A remoção de conteúdo ou o banimento serão sempre o último recurso.

Vamos construir juntos

O Pixelario é, acima de tudo, um site de usuário para usuário.

Não existe um grande grupo empresarial por trás, investidores escondidos ou uma reunião de executivos decidindo o futuro da comunidade em alguma sala.

Quero que o site cresça junto com vocês, com diálogo, transparência e sem mudanças importantes simplesmente impostas de cima para baixo.

Ainda existe muito trabalho pela frente. Mas cada visita, cada comentário, cada sugestão e cada pessoa que decide voltar no dia seguinte ajuda a transformar uma pequena ideia em algo maior.

Conto com vocês. Contem comigo.

Um abraço a todos.