A Capcom quer usar inteligência artificial para uma das etapas mais trabalhosas do desenvolvimento de jogos: testar sistemas e encontrar bugs.

Na última sexta-feita, durante a CAPCOM Open Conference RE:2026, o programador Satoshi Ishida apresentou novos detalhes do REX, evolução da RE Engine. Um dos objetivos é permitir que sistemas de IA entendam melhor o código do motor, auxiliem na programação e façam testes automáticos de gameplay em busca de falhas.

A ideia é reduzir tarefas repetitivas de QA. Em vez de depender apenas de testers humanos para repetir missões, explorar diferentes caminhos e tentar reproduzir erros, uma IA poderia executar essas rotinas continuamente e registrar comportamentos anormais.

Square Enix segue caminho parecido

A Square Enix também já havia anunciado meses atrás o uso de IA em QA e debugging.

A empresa iniciou uma parceria com o Matsuo-Iwasawa Laboratory, da Universidade de Tóquio, com a meta de automatizar 70% das tarefas de QA e debugging até o fim de 2027.

A companhia também demonstrou sistemas capazes de observar a tela, interpretar a situação e controlar personagens durante testes, em vez de apenas executar sequências fixas.

IA como ferramenta, não como criadora de assets

A Capcom já deixou claro que não pretende usar assets gerados por IA em seus jogos. O foco está em produtividade, programação, testes e automação interna.

Capcom e Square Enix estão desenvolvendo tecnologias independentes dessa transformação, mas ambas parecem ter chegado à mesma conclusão:

Antes de pedir para a inteligência artificial criar jogos, talvez faça mais sentido colocá-la para jogá-los — e descobrir onde eles quebram.

Fonte: Gamebiz JP